Marcha da Liberdade!!!

Marchas das Vagabundas, Gays e da Maconha se unem na Marcha da Liberdade neste sábado

Mais de 40 cidades aderiram à manifestação contra repressão policial às marchas, incluindo Florianópolis

Maurício Frighetto | mauricio.frighetto@diario.com.br

 

Muitas vezes vistos como maconheiros, vagabundas e gays por defenderem ideias menos conservadoras, milhares de pessoas devem tomar as ruas de mais de 40 cidades do Brasil, no sábado, para protestar. A Marcha da Liberdade, idealizada após a repressão policial à Marcha da Maconha de São Paulo, vai reunir bandeiras das mais variadas. Em Florianópolis os manifestantes se reúnem a partir das 13h, em frente à Catedral Metropolitana. Às 14h, saem em passeata.



O movimento de sábado ganhou mais força com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu as chamadas Marchas da Maconha.

— Será uma reunião de diversos movimentos sociais, como os que defendem os direitos das mulheres, os que defendem a legalização da maconha, os que lutam pelo passe livre no transporte público. Agora, com a decisão do STF, os grupos minoritários terão menos medo de sair às ruas — disse Júlia Eleguiba, 25 anos, uma das organizadoras da Marcha da Liberdade em Florianópolis.

Para Lucas Lichy, coordenador da Marcha da Maconha em Santa Catarina, a decisão do STF já era esperada.

— Esta foi a nossa primeira grande vitória: conseguir o direito de se manifestar. Há cinco anos buscávamos o direito de fazer a marcha. Agora podemos debater o assunto de verdade — afirmou o estudante de economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os manifestantes em favor da legalização da maconha em Santa Catarina vão participar da Marcha da Liberdade, embora não participem da organização. Também pretendem fazer um abaixo-assinado para conseguir o registro do Instituto da Cannabis, cujo objetivo é estudar os diversos assuntos relacionados à maconha como os efeitos medicinais. O pedido foi feito há quatro meses no cartório, mas ainda não houve resposta.

Manifestação contra o machismo

Outro movimento que estará nas ruas de Florianópolis, no sábado, será em defesa dos direitos das mulheres. Chamado de a Marcha das Vagabundas, o movimento tem inspiração em um protesto do Canadá.

O termo foi pego emprestado a e segue a lógica de um movimento que aconteceu na Na Universidade de Toronto, no Canadá. O policial Michael Sanguinetti afirmou, em uma palestra, que as mulheres deveriam evitar se vestir como prostitutas a fim de não serem vítimas de estupros.

A declaração gerou revolta e foi motivo de protesto, que se disseminou por cidades como Chicago, Boston, Paris, São Paulo, Los Angeles, Edinburgo, Estocolmo, Amsterdã, Copenhagen, Camberra, Recife e, agora, Florianópolis. Na Capital catarinense o assunto começou a ser discutido na UFSC, no Curso de Ciências Sociais.

— Lá no Canadá, apenas um comentário gerou revolta. Aqui estamos acostumados com este tipo de discriminação no cotidiano. Uma vez uma aluna foi estuprada no campus e um segurança também deu a entender que era dela a responsabilidade. Aqui, este tipo de manifestação é corriqueira — disse o estudante Raruilquer Santos Oliveira, 22 anos, estudante de Ciências Sociais.

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