Joinville já tem data para marchar!

Marcha da Maconha de Joinville 2011

Marcha da Maconha de Joinville 2011

Joinville vai aderir ao calendário nacional da Marcha da Maconha e sair às ruas, no dia 8 de junho, a favor da legalização do plantio, do uso e da comercialização da cannabis. Pelo menos outras 25 cidades brasileiras integrarão a temporada de Marchas, iniciada em São Paulo no dia 26 de abril, com cerca de 3 mil participantes. A partir de então, seguem-se as demais manifestações, marcadas para ocorrer até o fim de junho.

O coletivo Plante Ideias é a entidade responsável pela organização da Marcha em Joinville, mas as manifestações no estado – Blumenau, Florianópolis e Balneário Camboriú têm passeatas agendadas entre os dias 25 de maio e 1 de junho – são unificadas pelo Instituto da Cannabis (ICA), da capital catarinense, que presta auxílio jurídico e financeiro aos grupos organizativos de cada cidade.

Joinville não promovia uma Marcha da Maconha desde 2011. Naquele ano, o ICA conquistou o direito de promover manifestações no Brasil, por meio de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), após várias passeatas terem sido proibidas no país sob acusação de apologia às drogas. “É nosso direito constitucional e também nosso dever questionar leis absurdas como esta, que só favorece o crime e a corrupção”, explica Bruno Camargo, 22 anos, integrante do coletivo Plante Ideias.

Com a decisão do STF favorável à Marcha, as entidades organizativas em Joinville esperam uma receptividade positiva na cidade, principalmente em relação à quantidade de manifestantes: a expectativa é de 400 pessoas, o dobro de participantes da passeata de 2011. “E a participação é espontânea. Não doutrinamos ninguém. Participam aqueles que já apoiam a ideia”, esclarece o presidente do ICA catarinense, Lucas Lichy, 29 anos.

A Marcha da Maconha luta pela legalização da produção e comercialização da cannabis. Aprincipal defesa não é em relação ao uso recreativo da maconha, mas às potencialidades de utilização, por exemplo, na área da saúde e na indústria têxtil. “O uso legal geraria arrecadação de impostos e, como produtor, o país passaria a lucrar com a exportação da planta”, explana Lucas. O presidente do ICA catarinense também explica que a proibição custa caro: são necessários efetivos da polícia, material armamentista, recursos para que o Estado lute contra o uso e o tráfico. “É dinheiro público que não tem retorno para a população”, conclui. As leis proibitivas também criminalizam os usuários e têm um forte impacto no sistema carcerário, já superlotado.

Para Bruno, parte da sociedade reluta em discutir a legalização por falta de informação e por causa de concepções preconceituosas. “Muitas pessoas que conservam a ideia de proibição mal sabem que a maconha é uma planta que vem da terra, dessa mesma terra que provém nosso alimento. Acho que a população deve se abrir para novas ideias e buscar entender o que é a maconha”, diz.

“Mesmo não concordando com o uso dessa droga tão devastadora que é o álcool, não acho que a solução seja a repressão. Não vamos regredir e criar mais Alcapones”, complementa Bruno, em referência ao contrabandista estadunidense Al Capone, famoso na época da Lei Seca, que proibiu a produção, a comercialização e o transporte de álcool nos Estados Unidos entre 1920 e 1933, gerando redes gigantescas e milionárias de tráfico.

A Marcha da Maconha é uma das ações políticas promovidas pelo ICA. A instituição objetiva promover pesquisas sobre a utilização da cannabis e ações de discussões e conscientização. Nos dias 28 e 29 de maio, a sede de Florianópolis (que fundou a entidade brasileira, a primeira do gênero no país) promove o Seminário Perspectivas de Mudanças na Política de Drogas, para debater as possibilidades de legalização.

Por:  CAROLINNE SAGAZ

Confirme sua presença e fique ligado nas informações sobre o evento em: https://www.facebook.com/events/632865750121233/?ref_newsfeed_story_type=regular

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s